Leitora Vadia

Resenhas e notícias sobre romances estrangeiros que aquecem o coração e as roupas íntimas


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Resenha: The King (O Rei) de J.R. Ward

the kingRomance sobrenatural, adulto

ebook, 592 páginas

Editora: Penguin group (USA)

Data de lançamento: 1 de abril de 2014

Sinopse

Vida longa ao Rei…

Após virar as costas para o trono por séculos, Wrath, filho de Wrath, assumiu finalmente o lugar de seu pai — com a ajuda de sua amada esposa. Mas a coroa pesa em sua cabeça. E a medida que a guerra com a Sociedade  Lessening esquenta, e a ameaça da Liga de Bastardos se concretiza, ele é forçado a fazer escolhas que colocam tudo e todos em risco.

Beth Randall achou que sabia no que estava se metendo quando se casou o último vampiro puro de sangue do planeta: não  uma jornada fácil. Mas quando ela decide que quer um filho, ela não está preparada para a resposta de Wrath – ou a distancia que se cria entre eles.

A questão é : o amor verdadeiro vencerá… ou um legado torturado tomará conta?

***

Leitores e leitoras,

Eu estava tão ansiosa para ler The King  que passei a madrugada e boa parte do dia 1 de abril (dia de lançamento) lendo o livro compulsivamente. Paradas só para atender necessidades biológicas: hidratação, comida e banheiro!

Agora, pós-euforia, eu estou sem palavras. E confesso que não sei bem qual será o resultado final desta resenha.  Não quero discutir detalhes para não estragar as revelações que o livro traz (sei que vai demorar mais alguns muitos meses para a tradução em português chegar nas livrarias), mas ao mesmo tempo sinto um formigueiro na minha cabeça gerando mil hipóteses sobre o futuro dos nossos amados personagens que precisa de um olheiro de saída. Arggg!! (um dois tres… respiração da yoga… ufa!).

Portanto, escreverei essa resenha sem revelações importantes, mas citarei alguns pequenos spoilers. Se você não ficar satisfeita com essa resenha e quiser mais informações sobre o enredo e personagens, deixe-me um comentário com sua pergunta específica, ou mande-me um email (s.wolf83(arroba)hotmail.com). Responderei suas questões alegremente. 🙂

Bem, vamos lá:

O enredo principal de The King foca em Wrath e Beth após cerca de 2-3 anos após os eventos de Amante Sombrio. Beth quer um filho, e Wrath não é muito fã desta idéia. Como vocês sabem, a gestação e parto de vampiros geralmente possuem alto risco de vida para gestante. Riscos que Wrath não  quer aceitar. É obvio que essa discordância traz problemas para a relação deles, e como eles vivem e superam-na é muito emocionante (to tipo sniff sniff). Meninos e meninas, se em amante sombrio vocês se apaixonaram por Wrath, em The King vocês irão jurar amor eterno ao cara. Ele está demais.

Segue um trechinho de um momento tenso entre eles:

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Ele socou a mesa tão fortemente que o telefone se desconectou. “Você quer entrar em seu período fértil!!”

“Sim” Ela gritou também. “Eu quero! Isso por acaso é um maldito crime?” 

Wrath expirou, sentindo-se como se tivesse sido atropelado por um carro. Novamente.

Respirando profundamente mais algumas vezes, ele sabia que tinha que escolher as próximas palavras com muito cuidado- apesar de que sua glândula adrenal estava altamente ativa….

 “Eu preciso que você escute isso”, ele disse com um voz mórbida, ” e saiba que é a mais pura honestidade. Eu não irei te servir durante seu período fértil. Nunca”

________

Em The King  conhecemos mais sobre o que é “ser Rei” para Wrath baseado em suas percepções e emoções sobre essa posição.  Em Amantes finalmente, descobrimos que aristocracia e o grupo de bastardos (Xcor & cia) planejam dar um golpe, e destronar Wrath. Em the King eles colocam esse plano para frente.

Paralelamente a Wrath/Beth e disputas políticas pelo trono, vemos o desenvolver da história entre Trez e Selena, e Assail e Sola. Muita coisa acontece entre esses casais (sorrisos nos rostos porque há algumas cenas picantes), mas muito coisa ainda estar para acontecer para esses personagens alcançarem seus “final feliz”.

Momento curioso entre Assail, Sola e  Dr. Jane e Dr. Manny:

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 Assail sentiu o sangue descer para seus pés,  mas ele não permitiu que vontande de desmaiar aumentasse –

“Você” ele gritou bruscamente “fique para trás”.

O macho – ou melhor, Deus do céu, aquilo é na verdade um homem humano? – parou rapidamente.

A médica principal falou. “Este é o meu parceiro. Dr. Mannelo. Ele é..”

“não é para encostar um dedo nela”. Assail mostrou suas presas. “Ela está sem roupas da cintura pra baixo”.

Ele estava vagamente ciente de que todos pararam e olharam em sua direção. Ele também estava ciente do cheiro que de repente surgiu no local. Ele não deu atênção para nenhuma das duas coisas, apenas encarou o homem, preparado para atacar seu pescoço se ele continuasse a ir para o traseira da Land Rover.

O cara colocou suas mãos para o alto como se estivese em frente de uma arma. “Okay, okay. Vamos relaxar. Você me quer fora, eu estou fora”.

_______

E finalmente, temos alguns capítulos com Xcor e Layla. A relação deles está interessantíssima, entretanto não se desenvolveu o quanto eu gostaria. Muita coisa está para acontecer entre eles ainda. Mas Layla (sou fã n. 1 dela) está espetacular. Eu adorei ver como sua personagem evoluiu, da ingênua Escolhida para a corajosa e determinada mulher.

Um pequeno trecho entre eles:

________

“Como você está? ele perguntou tranquilamente. “Eu gostaria que houvesse luar hoje. Eu te veria melhor”

Mas ele consegue cheirá-la – e esse cheiro dela. Esse cheiro…

“Eu te liguei” ela sussurrou após certo tempo.

Ele sentiu suas sobrancelhas erguerem. “Era você? Quase agora?”

“Sim.”

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Alguns pequenos comentários extras :

  • Jonh Mathew, meu querido JM, aparece em muitas cenas interagindo com Beth. É super fofo.
  • Lassister, o anjo louco, está especialmente engraçado em The King.
  • Zsadist, ou para os íntimos Z, aparece em algumas cenas emocionantes. Segura o coração fãs do papai Z.
  • iAm fala mais (muito mais) que duas sentenças!
  • Conhecemos mais sobre a cultura dos “Sombras” (sub-raça de Trez e iAm)
  • Novos personagens são apresentados
  • O nome do irmão gêmeo de Ehric é revelado.
  • Saxton tem um papel importante no enredo de The King. Eu terminei o livro apaixonadinha por ele.

The King é um ótimo livro, entretanto mais denso que os anteriores. A narrativa e narrador muda frequentemente entre capítulos, e o leitor tem que estar atento para não perder a conexão da história. Algo similar acontece em Amante finalmente, mas que acho  em The King está mais proeminente.

Minha nota: B+

Agora quero escutar vocês?

O que acharam desta resenha, do livro (para quem já o leu), ou o quais são suas expectativas (para  quem ainda irá ler)?

Maria W.

 

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Resenha: Play de Kylie Scott

Play_capa Romance contemporâneo

 E-book, 304 páginas

 Editora: St. Martin’s Griffin

 Data de lançamento: 25 de março de 2014

Sinopse

Mal Ericson, baterista da famosa banda de rock Stage Dive, precisa melhorar sua imagem rapidamente – pelo menos por algum tempo. Ter uma garota legal do seu lado seria a soluçã0 ideal. Mal não planeja que essa solução temporária seja permanente, mas ele não esperava encontrar A garota certa.

Anne Rollins nunca imaginou que ela iria conhecer o roqueiro dos cartazes que cobriam as paredes de seu quarto quando adolescente – especialmente não nessas circumstâncias. Anne está problemas com dinheiro. Sérios problemas. Mas ser paga para atuar como falsa namorada  de um baterista festeiro não poderia acaber bem. Não importa o quão lindo e atrativo ele é. Ou poderia?

*****

Play é um romance meigo e engraçado.  O enredo principal é a história de como Mal Ericson, baterista de uma famosa banda de rock chamada Stage Dive, encontra e se apaixona por Anne Rollins, funcionária de uma livraria local.

Anne está passando por uma fase bem difícil. Sua melhor amiga vai embora do apartamento que compartilhavam sem nenhum tchau,  levando consigo boa parte dos móveis e sem reembolsar os empréstimos financeiros que solicitou a Anne ao longo dos anos que moraram juntas. Com numerosas dívidas, sem o reembolso dos empréstimos, e sozinha para suportar as despesas do apartamento, Anne está totalmente quebrada financeiramente. Com intuito de animar Anne, seus vizinhos (Lauren e Nate) a convidam para uma festa na casa de Evelyn (antiga moradora do edifício, atualmente casada com o guitarrista da banda Stage Dive, e personagem principal do primeiro livro desta sério LICK).  Na festa ela conhece pessoalmente Mal, o baterista da banda, e seu namorado platônico na adolescência.

O primeiro encontro dos dois é um tanto desconcertante para Anne. Primeiro, o choque de ver o cara de seus sonhos adolescente, lindamente sentando em sua frente.

“Sua bochechas estão rosadas. Você está tendo pensamentos indecentes sobre mim, Anne.”

“Não.”

“Mentirosa,” disse ele numa voz suave. “Você está totalmente me imaginando sem calças.”

Eu totalmente estou.

“Isso é rude, cara.  Uma invasão enorme de minha privacidade.” Ele se aproxima, sua respiração aquecendo meu ouvido. “ O que é que seja que você está imaginando, é maior.”

Segundo, o Mal é um tanto intrometido nos problemas pessoais de Anne, o que a desagrada razoavelmente. Mas o saldo no final da festa é positivo para os dois: interesse e atração mútua estabelecidos.

No dia seguinte, após ser expulso da casa de seu amigo, Mal se muda de mala e cuia para a casa de Anne – detalhe, sem solicitá-la ou comunicá-la. Ao chegar em casa depois de um cansativo dia de trabalho, Anne encontra um novo colega de casa e uma proposta incomum: fingir ser namorada de Mal por algum tempo (e não fazer muitas questões do porquê).

Ela topa!

E o que era fingimento, se transforma em sentimos reais e profundos através de uma séries de eventos divertidos, emocionantes, e sexy (yeahh, baby  supe super sexy!).

Play, assim como Lick – primeiro livro da série Stage Dive, ainda não possui tradução em português. Estou torcendo para que alguma editora brasileira tenha planos para essa série no curto prazo. E vocês que lêem em inglês, mergulhem em Stage Dive. Vocês não se arrependerão. Os romances são de leitura fácil e divertida- especialmente Play (que gostei bem mais que Lick).

Nota B

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